Hakuna Matata



2010 começou com betadine no pé

Esta noite rendi-me às convenções. Por muito que não goste de festas de passagem de ano (que não gosto), esta foi uma passagem de ano que de certeza não vou esquecer. O ano de 2009 foi mau, o de 2008 já não tinha sido nada, mas mesmo nada famoso. Acho que esta noite cumpri uma espécie de ritual de exorcismo, é altura de deixar os fantasmas irem, é altura de começar coisas boas pelos motivos certos, é altura de ser verdadeira comigo, altura de pensar em quem me tornei e em quem realmente quero ser. Não tomei estas decisões depois da meia noite, claro. E talvez por isso, na altura em que foi anunciado que um novo ano tinha começado senti-me livre como não me sentia há muito. Achei que já era mais que altura de voltar a abrir pistas de danças (e nunca deveria ter deixado de o fazer), os gin-tónicos começaram a vir ter-me às mãos (não sei como, juro!), mais uns brindes de ano novo, mais uns shots, uns abracinhos de bom ano, mais uns shots, mais uns brindes, mais umas voltinhas na pista e pronto, quando vim para casa já era dia, os sapatos novos (uma estupidez sapatos novos para dançar, mas eu ia só beber um copo!!!), deixaram os meus pés uma miséria e por isso hoje, primeiro dia do ano, estive a besuntar o meu pé de princesa com betadine. E pensei: “este betadine é sinal que ontem foste feliz e te divertiste como não acontecia há demasiado tempo”. Pela parte que me toca, em pulgas para descobrir o que vem aí! Bom 2010 para todos!

Nota: no momento em que decidi fazer um “comboio” e apanhar todos os conhecidos e desconhecidos que encontrei percebi que estava curada de muita coisa má… Alleluia!!!


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